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GRAVATÁ
A origem do nome

A denominação veio de origem indígena, das tribos Tapuias, Cariris e Carapotós, havendo diversas modificações sem que perdesse o significado original. É uma palavra que pode ser grafada de várias formas (vinte ao todo), a partir de Caraguatá: Caruatá, Caroatá, Caruatá, Caratá, Crauá, Caranatá, Carauá, Croá, Cruá, Cas-aqua-ã-tã, Crauatá, Caaraqua-ã-tá, gravaneaatá, Caravatá, Croatá, Caranheatá, Caraguá, Carauatá ou Gravatá.

Gravatá significa "erva que fura", "arbusto que arranha", "mato que espinha".

Histórico do Município


Capela Sant'Ana (1822)


A ocupação do território Pernambucano pela agroindústria açucareira, de modo particular, na região litorânea, foi provocada pela expansão do mercado consumidor europeu, na segunda metade do século XVI. Como conseqüência natural, as culturas de subsistência e a pecuária foram se deslocando para as regiões interioranas, seguindo os cursos fluviais, principais vias de transporte.

O Rio Ipojuca foi uma das vias utilizadas, os rebanhos saiam do Recife por via terrestre até Vitória de Santo Antão, quando então, seguiam viagem às margens do rio. A passagem do Rio Ipojuca era inóspita e, como tal, faziam-se necessárias algumas paradas para descanso das boiadas e boiadeiros. Assim, foram surgindo currais ao longo do percurso, pois o gado deveria chegar a seu destino com a menor perda de peso possível.

No roteiro do Rio Ipojuca, surgiu a parada Crauatá, de grande referência por ser um local de clima ameno, água farta e coberto por boas pastagens naturais. Com o passar dos tempos foram surgindo além dos currais, pousadas para os viajantes e pequenos negócios.

No fim do século XVIII, José Justino Carreiro de Miranda tinha posse de uma vasta gleba às margens do Rio Ipojuca, instalando em 1808 a Fazenda Gravatá, que servia de hospedagens para viajantes. Como conseqüência natural, surgiram dois arruados, um a cada margem do rio.

Em 1810, o proprietário da fazenda iniciava a construção de uma capela dedicada a Santa’Ana, Padroeira do Município. A capela foi concluída 12 anos depois, por seu filho João Félix Justiniano, após dividir suas terras em 100 lotes e vendê-los aos moradores, dando assim, início ao povoado Gravatá.

Em 1881, o povoado, que era um distrito de Bezerros, foi elevado à condição de Vila, pela lei 1500/1881, e a capela transformada em Igreja Matriz. Três anos depois a Vila se transformaria em cidade e comarca pela lei 1805/1884. Porém, sua efetiva emancipação só veio após a Proclamação da República, pela Lei Orgânica dos Municípios de 15 de março de 1893, quando a cidade adquiriu autonomia municipal com a eleição do primeiro prefeito, Antonio Avelino do Rego Barros.

O acesso à cidade era quase impossível por rodovia, em função das condições topográficas encontradas na Serra das Ruças, subida da Chapada da Borborema. Até então os produtores rurais percorriam a distância que separa Gravatá de Recife a pé, uma viagem que durava dois dias, com as cargas montadas nos lombos de cavalos e animais de carga semelhantes.

No final do século XIX a cidade ganhou uma linha férrea, ousada obra de engenharia e arquitetura realizada pela companhia britânica Pernambuco Great Western Railways, que ligou o Recife ao Sertão Pernambucano. Gravatá tomou então um considerável impulso de desenvolvimento. Com a construção da BR 232, em 1950, foi inaugurado o acesso viário, época em que a indústria automotiva nacional também ganhava impulso.

Aspectos Físicos

O relevo do município está representado pelas encostas e elevações das terras do agreste centro–ocidental, privilegiada região de clima serrano, seco e frio, e duas zonas bem distintas: caatinga e brejo de altitude. A topografia expressivamente ondulada exibe o aspecto de uma sucessão de degraus, escalonados e separados entre si por superfícies aplainadas e compartimentadas por cristas muito degradadas pela erosão, por entre as quais flui o rio Ipojuca. Esta movimentação que se observa no relevo municipal toma as denominações locais de: Serra das Ruças, a Leste da cidade de Gravatá; Serra da Batata, a Norte; Serra do Maroto, com 570m, sendo o ponto mais alto da cidade situado a noroeste, e a Serra da Caipora, a sudoeste.

Seu solo é quase em sua totalidade complexo cristalino, entrecortado por veios de quartzo negro, o mármore e a mica, em alguns lugares sob a forma de minério. O Município está localizado a médios 447 metros acima do nível do mar. Possui uma população de 70.243 habitantes (IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - 2004), estende-se por 513 Km quadrados e possui dois distritos: Mandacaru e Uruçu-Mirim. São duas zonas climáticas bastante diferentes: ao norte predomina a caatinga, de clima mais seco, e ao sul a região é de brejos de altitude, com trechos de mata atlântica e clima frio, atingindo menos de 10º na estação de chuvas, que vai de março a agosto.

Municípios Limítrofes

Norte – Passira
Sul - Barra de Guabiraba, Cortês e Amaraji
Leste - Pombos e Chã-grande
Oeste - Bezerros e Sairé


 

 

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