A 85 quilômetros do Recife, a cidade de Gravatá é a estação serrana mais procurada em Pernambuco. A cidade é localizada no topo da Serra das Russas, no Planalto da Borborema, a 447 metros de altitude, atingindo os 700 metros em algumas serras do município. A temperatura média anual é de 22 graus, podendo cair próxima aos 10 graus nos meses de inverno, principalmente de maio a agosto.

Esse clima de montanha, associado a uma arquitetura que privilegia o estilo alpino nos chalés dos condomínios, e à rica gastronomia que oferece da regional buchada de bode à fondue e diversos pratos da culinária internacional, criam o ambiente propício ao descanso, ao conforto e ao turismo rural e de aventura.

Gravatá conta com uma grande rede hoteleira, aproximadamente 2.260 leitos, dos mais requintados e luxuosos até as rústicas pousadas, passando por privês, chalés e chácaras. A arquitetura é rica, com igrejas seculares como a igreja Matriz de Santana, a capela de São Miguel, bem como os antigos casarões, datados do século XIX, e palácios construídos por Joaquim Didier.

No alto da cidade encontra-se o mirante do Cruzeiro, a estátua do Cristo Redentor, a Cruz que deu origem ao nome do morro e a capela Cristo Rei. A Estação do Artesão, antiga estação ferroviária, e a rua Duarte Coelho, conhecida como Pólo Moveleiro, são referências em artesanato local, a exemplo dos brinquedos educativos, artigos feitos em talhas, cerâmica utilitária, bronze, couro e cipó, móveis de madeira e vime e a bonequinha da sorte, feita de pano e que integra o Comércio Solidário.
A culinária da cidade é uma das melhores de Pernambuco. Mais de cem estabelecimentos oferecem gastronomia regional e internacional, com destaques para a fondue e a tradicional buchada nordestina, além de churrascarias, pizzas e massas italianas, charque, saladas orgânicas, frutos do mar e doces típicos, como a cartola.

Gravatá dispõe de belos cenários naturais. Por entre as serras que compõem a geografia do município, 14 túneis e cinco pontes ferroviárias de arquitetura inglesa, construídos no século XVIII, constituem ricos e belos patrimônios arquitetônicos de Pernambuco. Para explora-los os aventureiros precisam de disposição para caminhadas em terreno acidentado e aderir a práticas como o ciclismo, o rapel e a escalada, sempre acompanhados de profissionais experientes e certificados.
Cachoeiras como a da Palmeira, do Tao e balneários como o de Dona Nadir, e os Mirantes da Pedra Branca e da Serra das Russas, de onde se tem visões panorâmicas da região, também são excelentes opções de turismo de aventura.

O turismo de eventos possui um calendário extenso, que propicia festas durante todas as épocas do ano. Festa de Reis, Semana Santa, São João, Circuito do Frio, Festival Cultural e Natal da Paz, além dos festejos religiosos, como as procissões da padroeira da cidade, Nossa Senhora de Sant’Anna, e de Frei Damião, movimentam milhares de turistas e moradores. |